Mas as coisas já andavam pior ultimamente.
Estávamos mais frios.
Não valia a pena fingir que não notávamos.
Era inevittável
Conversámos, abrimos o jogo, ponderámos os prós e os contras.
Por isso decidimos.
E tratámos de acender a lareira.
E pronto. Já está!
1. "As Aventuras de João Sem Medo";
2. "O Corsário Negro";
3. "O Principezinho";
4. "Esteiros"
O último em particular porque me abriu os olhos para outras realidades sociais.
E vocês? Que livros vos marcaram mais na infância?
Os pequenos descobriram o surf.
Mea culpa.
:D
Eis os dois mais velhos:
As imagens que a cara metade trás são deste calibre.
- Location:Cabedelo, Figueira da Foz
- Mood:
happy
Decidi por-lhe fim.
Tenho pena de deixar o gym perto do trabalho.
Dos pequenos passeios ao almoço à descoberta de Lisboa.
Da vista do rio a espreitar entre as casas.
Depois de quatro meses resolvi voltar.
As deslocações longas, reuniões fora de horas ainda mais longas, fins-de-semana em trabalho, e a família a ficar para trás.
Saí.
Libertei-me do esquema de viver para trabalhar.
Serviu para perceber a máquina estranha que podem ser as ordens profissionais.
Serviu para desmistificar e para me convencer a não lhes pagar mais quotas.
- Mood:
relieved
…Insónia…
Tive dificuldade em adormecer. Insónia Inicial.
Levanto-me e vou para a cama de rede no pátio. Ouço os ruídos da noite e os carros ao longe.
Procuro a posição de conforto, sem sucesso.
Levanto-me outra vez, visto-me e vou dar uma volta de mota.
Gosto do roncar do motor,
do efeito hipnótico da luz no pavimento,
do vento morno,
do deitar nas curvas
da sensação de velocidade.
Gosto de ver a minha sombra no pavimento, quando a luz da via o permite.
Tenho a sensação de voar, estou liberto do meu próprio peso.
Relaxo.
Todos dormem.
Menos eu.
Volto.
Chego a casa quando as horas perderam o significado, deitar ou não é indiferente.
Escolho o deitar.
Lembro-me do título de um filme francês, velhinho, “As minhas noites são mais belas que os vossos dias” (ou algo parecido)
e adormeço.
Hoje (ontem) de manhã o sol permitia este efeito bizarro de sombra na piscina:19-08-2009 (8H00)
Sei que vou dormir bem.
principalmente quando ando com menos roupa.
Não era nada que o surpreendesse. Ela sabia que terminaria assim - ou não fosse ele sábio...
Sábio pelos actos porque assumia que uma pessoa só se realiza tocando a vida dos outros.
As muitas pessoas que tocara sentiam a inevitabilidade do desfecho e a necessidade da despedida.
Não podiam todos, de tantos, visita-lo e por isso o sábio decidiu que a nenhum veria.
Quem quisesse poderia enviar-lhe uma única palavra num pedaço de papel.
Chegaram muitos, desde o primeiro dia. Menos a principio, depois mais.
Todos os pedacinhos de papel foram reunidos. Primeiro num envelope, depois numa caixa, e finalmente num caixote maior.
Quando finalmente expirou e partiu, ficou no seu quarto um caixote cheio de papelinhos, cada um com apenas uma palavra.
As caligrafias eram distintas. Umas marcadas pelas escolas outras pelas escolas da vidas, todas pelo mesmo fim. Em todas um só conjunto de letras.
Uma só palavra.
Se tivesse que te despedir daquele mestre/professor que te marcou para sempre, que palavra escolherias?
A família foi para a praia e eu fiquei por cá a trabalhar.
De repente noto como seria minha vida sem a patroa e os três 'piquenos': sozinho, numa casa enorme e fria, rodeado de silêncios e vazios.
Incompleto.
Se ao menos fossem funções púbicas...
Ora então, esta alma 'empenada' que não gosta do 'estou à espera' pegou nas mãos e fez-se à vida.
Vou deixar a gestão pública e passar para a gestão privada. (não é do wc não!)
Lx ai vou eu!
Saio triste porque sinto que a gestão pública depende muito da (in)competência do topo, e depois de alguns anos em que vivi a negação do que deve ser a gestão, prefiro sair a ver o navio a afundar lentamente com o comandante sorridente ao leme - não está cá quando o barco for finalmente engolido, e quem ficar que se cuide.
Saio para um período experimental que coloca uma carreira no fio da navalha e adia as grandes decisões de vida - doutoramento para as calendas. Mas prefiro um desafio e o risco ao dia-a-dia da morte lenta e o trabalho para um medíocre.
Esta semana é para a despedida, uma semana para descanço e botar palavra congresso (de gestão pública imaginem), e 'despois' este moço é mais um assalariado no mercado do trabalho privado.
Viva a mudança - e se isto corre mal estou lixado com 'F' grande.
Beijos e abraços. É natural que fique desaparecido por uns tempos.
(Ah, o 'títalo' é uma homenagem ao senhor(?) do milho que me lembrou uma grande alma com uma frase parecida: Sustento, saber e saúde)
Estou a roer as unhas!
Fui a uma entrevista para mudar de emprego.
Tive o contacto a dizer que me queriam contratar.
Até assinar o contrato não saio de onde estou claro!
Mas já estou em pulgas para mudar.
Ai os dias demoram tanto a passar...
E se mudarem de ideias?
